Ativistas e figuras públicas juntam-se ao Governo para lançar campanha pelos direitos LGBTI

Antecipando o Dia Internacional Contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia, que se assinalou no passado domingo, foi lançada, na sexta-feira, a campanha #DireitosLGBTISãoDireitosHumanos. O vídeo, que remete para as plataformas digitais agora tão usadas em reuniões e aulas, alia figuras públicas, como Ana Zanatti, Joana Barrios, Mariama Barbosa, Sónia Tavares, Rui Maria Pêgo, a uma mão-cheia de ativistas.

As imagens foram gravadas por cada um na sua própria casa ou, pelo menos, de forma caseira, e montadas no gabinete da secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro. A iniciativa surgiu do diálogo com a Acção Pela Identidade, a AMPLOS, a Casa Qui, o Clube Safo, o Grupo Transexual de Portugal, a associação Identidades e Afectos, a ILGA Portugal, a Opus Diversidades, a LGBTI Viseu, a Panteras Rosa, a Plano I, a Rede Ex Aequo, a TransMissão, a Tudo Vai Melhorar e a Variações. A ideia, segundo explicou numa conversa telefónica, é “sublinhar que os direitos das pessoas LGBTI são direitos humanos e reforçar a mensagem de tolerância zero contra a discriminação”.

Um mesmo texto vai sendo lido por cada interveniente. Embora destaque as grandes conquistas feitas em Portugal (o fim da discriminação no acesso ao casamento, à adoção, à procriação medicamente assistida e a aprovação da lei da autodeterminação da identidade e expressão de género e proteção das características sexuais de cada pessoa, que dispensa as pessoas “trans” de apresentar relatório médico quando querem atualizar o seu nome e a menção ao género nos seus documentos de identificação), lembra que as pessoas LGBTI continuam a confrontar-se com discriminação e violência. Menos do que noutros países do espaço comunitário, a avaliar pelo resultado do inquérito da Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia divulgado na passada quinta-feira

Ainda há quem, vivendo fora dos grandes centros de Lisboa e Porto, desconheça as respostas específicas que existem para esta população. Produziram-se materiais com informação e contactos dos serviços. “Vamos amplificar ao máximo esta informação, como fizemos para a violência doméstica”, adianta. “Estes tempos”, sublinha, são “excepcionais”, pelo que “exigem um reforço da mensagem de união e presença coletiva junto de todas as pessoas que se sentem discriminadas por serem lésbicas, gays, bissexuais, trans e intersexo”.

A pandemia não afeta todas as pessoas da mesma maneira. Durante o Estado de Emergência, algumas pessoas “trans” afligiram-se com a interrupção do tratamento hormonal. Contactou-se então o presidente da Associação Nacional de Farmácias, Paulo Cleto Duarte, para garantir que as farmácias continuavam a prestar aquele serviço. Também foi preciso alertar a Direção Geral de Saúde para que se continuasse a assegurar as consultas de endocrinologia e sexologia, ainda que recorrendo ao telefone.

Público

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Nelson Farrim

Nelson Farrim

Nelson de Pina Farrim é o Fundador do Portal de notícias Pois.pt, nasceu em 15 de Julho de 1991. Estudou fisioterapia, mas muito cedo percebeu que o seu caminho passava pelo activismo dos direitos das mulheres e da comunidade LGBT+, o que o levou a criar o portal Pois.pt. É modelo, gosta de jogos de consola e pratica ginásio.

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