in , , ,

“Over The Rainbow” Raphaël Kessler apresenta o seu último trabalho no Late Birds Lisboa Hotel

Francisco Lacerda

A exposição “Over The Rainbow” com a curadoria de Francisco Lacerda, apresenta um painel de 10 fotografias tiradas em Amesterdão e Paris, durante os anos 2017 e 2018. Esta exposição é uma forma de lembrar, que antes da Revolução do 25 de Abril de 1974, em Portugal vivia-se sob uma ditadura fascista que nunca toleraria nada desta ordem – nem em fotos, nem na realidade. Os velhos hábitos e princípios não se descartam fácilmente, e o casamento entre pessoas do mesmo sexo só foi aprovado por lei em Portugal em 2010. Desta forma, a exposição inclui textos sobre LGBT+, do poeta Damien Arness-Dalton e da escritora Clara Pinto-Correia.

Embora Paris e Amesterdão seja indiscutivelmente um mix estimulante de arte, cultura, e talento vanguardistas, as suas minorias continuam sub-representadas – e, como tal, de certa forma existem à margem da restante sociedade. Quando Kessler explora as mensagens subliminares de pessoas ou grupos de pessoas, conseguimos vê-las de frente, de trás, de cima, de baixo, o que hiperboliza a sua existência e confere-lhes um estatuto latente que faltava preencher.

Raphaël Kessler nasceu em 1990, em Paris. Começou a fotografar no início dos anos 20, na rua, tentando se conectar com as pessoas e tecnicamente aperfeiçoando-se com a sua fotografia. Como militante, ele foi a protestos com máquina fotográfica, e ele entendeu a importância do testemunho e história através da fotografia.

Raphaël Kessler

FL – Podemos considerar que és um artista Queer?

RK – Se ser livre de escolher a nossa opção sexual, sem ser marginalizado, então sim, sou um Queer com muito orgulho. No que toca à parte artística, acho que todos nós temos dentro de nós. Eu tento com a camara fotográfica mostrar o mundo real com todo o seu espectro de problemas e temáticas.

OVER THE RAINBOW no Late Birds Lisbon

FL – Como nasceu a ideia de tirar fotografias da Pride de Amsterdão e Paris?

RK – Nasceu de forma muito natural, pois, o que eu queria era manifestar-me, dado que não havia nenhuma intervenção da polícia e havia muitos rapazes em tronco nu! Fui mais por razões políticas e pelo ambiente. Este ano a London Price esteve focada na Transfobia, e era algo que eu também queria presenciar.

OVER THE RAINBOW no Late Birds Lisbon

FL – Porque te focas tanto em manifestações de rua?

RK – Eu não penso muito, apenas me dá prazer gravar para memória futura. Não consigo passar um segundo sem a câmara, para que consiga captar os momentos certos.

OVER THE RAINBOW no Late Birds Lisbon

FL – Em que situação se encontram, a teu ver, a evolução dos direitos Queer pelo mundo?

RK – Para ser honesto, não tenho ideia, cada movimento Queer tem os seus obstáculos políticos. Por exemplo, recentemente ouviu-se falar do trabalho sexual e a morte de um Transexual. A verdade foi que ela foi agredida pela polícia, e não querem saber das condições em que vivem, sem discriminar os cidadãos.

FL – Qual o artista que o inspira?

RK – Eu não sou muito de citar nomes, por isso respondendo à questão como Jean Cocteau, “o que trataria consigo em caso de incêndio”,“ Eu levava comigo fogo”.

Podes ver o video da exposição -> Aqui <-

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Loading…

0

Comments

0 comments

Campanha de Direitos Humanos pede a Trump que não avance com reversões em proteções transgéneras

RuPaul vai aparecer nos Simpsons já em Novembro