“O Estado Novo dizia que não havia homossexuais, mas perseguia-os”

Uma história ficcionada a partir duma notícia do jornal O Público, “O Estado Novo dizia que não havia homossexuais, mas perseguia-os”, publicada a 17 de Julho de 2007 e assinada por São José Almeida – onde se conta a história do bailarino Valentim de Barros.

http://www.cinemasaojorge.pt/agenda/mrio

Mário é um monólogo musical onde um actor conta, canta e dança a história dum rapaz da Cruz de Pau que nos anos 20 do século passado sonhou ser bailarino.

Foge de casa dos pais aos oito anos e chega a Lisboa pouco tempo antes do 28 de Maio de 1926. Era, então, um menino que se sentia diferente, ostracizado pela família, mas bem consigo próprio. É obrigado a crescer rapidamente. As desilusões e as adversidades que enfrenta não o desviam um milímetro do seu intuito de fazer parte do mundo da Dança. Consegue-o. Depois de muita humilhação, muito sofrimento e sobretudo muito trabalho, faz-se um grande bailarino, quer em Portugal, quer no estrangeiro, onde passa parte da Segunda Guerra Mundial. Mas sua feminilidade e o seu desejo crescente de se assumir como mulher, de se travestir, trazem-lhe constantes problemas com as autoridades policiais. É isso que o faz fugir de terra em terra.

Regressa a Portugal no Pós-Guerra e em pouco tempo é preso por atentado à moral pública e aos bons costumes vigentes. É encarcerado no Hospital Miguel Bombarda para “tratamento”, onde é obrigado a passar o resto da vida.

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Uma história ficcionada a partir duma notícia do jornal O Público, “O Estado Novo dizia que não havia homossexuais, mas perseguia-os”, publicada a 17 de Julho de 2007 e assinada por São José Almeida – onde se conta a história do bailarino Valentim de Barros.

Texto e Encenação – Fernando Heitor

Direcção Musical – João Paulo Soares

Desenho de Luz – José Álvaro Correia

Apoio Coregráfico – Carlos Prado

Interpretação – Flávio Gil

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Francisco Lacerda

Francisco Lacerda

Francisco Lacerda é artista, crítico cultural e director criativo do Pois. Escreve para o Pois desde 2018. Escreve também para vários meios de comunicação social e é curador de arte internacional. Estudou em Lisboa e Londres, onde desenvolveu conhecimentos no mundo de arte, gestão e luxo. Francisco Lacerda já realizou entrevistas em representação do Pois, a artistas como: Duane Michals, Edouard Taufenbach, Anthony Lister, Manuel Braun.

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